O outono, com os seus dias de chuva, vento e frio, convida a comida mais reconfortante, estejamos a falar de doces ou salgados. Em dias mais sombrios, sem aquela luz que tanta falta me faz, apetece-me ficar mais por casa e por vezes acabo por me distrair na cozinha, a experimentar receitas novas. Se no verão apetecem coisas mais leves e frescas, no outono prefiro cozinhar comida de conforto, sobremesas mais decadentes... e esta tarte transmite-me essa sensação de aconchego,
Nunca tinha feito uma Tarte Tatin doce. Já tinha partilhado aqui no blog uma Tarte Tatin de cebola e tomate cherry, mas nunca me atrevi a fazer a tarte tradicional. Imaginar voltar ao contrário uma tarte cheia de caramelo quente parecia-me um filme de terror. Foi uma fotografia de um livro do inspirador Jamie Oliver que me obrigou a mudar de ideias. Fui para a cozinha e confeccionei esta maravilha. A parte do virar a frigideira ao contrário requer coragem e força no braço (a minha frigideira é bem pesada) e até esse passo, não sabemos qual vai ser o aspecto da nossa tarte. Será que caramelizou demais ou de menos? E eis que acontece magia! Uma tarte deliciosamente bonita nos aparece diante dos olhos! Vale a pena a espera e o suspense.
Há uns dias partilhei no Instagram, esta minha primeira Tarte Tatin e hoje partilho a receita convosco. É um pouco diferente, não fosse eu fã de aromas e combinações fora do habitual. Arrisquei e fiquei convencida com o resultado. Espero que fiquei curiosos o suficiente para experimentarem esta tarte. Eu fiquei rendida.




